quarta-feira, 30 de maio de 2012

Congestionando, congestionan...

Congestionando, congestionan...
No meio de tanta informação, num mundo de ideias pairando os ares, 
sintetizar qualquer concreto plano parece missão impossível. 
Nem mesmo a mais simples pragmatização pode ser trabalhada quando 
nossos corpos mentais estão ativamente congestionados pelo exceso de tanta informação.

A vida funciona assim com uma certa frequencia, aparentemente o tempo todo a todo tempo. 
Difícil é perceber a que ritmo estamos andando e pensando, quando já parece um costume.
Outras vezes, estando em calmaria, assustar-se com a ordem das coisas é natural.
A turbulência se passa tanto no estado de congestionamento como no estado de calmaria. Imagine só. 
Dificilmente nos conformamos, e já programados pela rotineira prática de mutação, não nos acostumamos 
nem a nós mesmos. E de fato nos conhecemos pouco. Discorde quem puder e quiser, muitas vezes não estamos preparados nem para nós mesmos.

BRISA,Bárbara.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Luz, Imensidão, Mar e Humano Ser

Eu grito na dimensão do tempo,
E correndo entre a História vejo o vento,
Seguir carreira numa cápsula perdida.
Eu grito por luz,
Eu vejo senso,
Espanto a tempo de correr e captar.
Seguir carreira num piscar.
Eu passo mil e um compassos
Pra ver miscigenar, meu eu com seu
Minha pro- porção.
De tempos em tempos
Fez-se luz, fez-se imensidão
Fez-se mar, e humano ser.

BRISA, Bárbara.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Luz no Fim do Túnel


Vagante 'num' mundo.
Vaga ideia,
um errante.
Sem brilho ou cor, não pertencente de qualquer riqueza,
cego pelo ego de quem sou todos os dias, despido de vestes
mais puras e reais, não tão nobre, já que me fazendo de
minhas euforias e vontades, acabo por esquecer de qualquer outro.
Pobre eu, tão dependente e limitado, tão cheio de mim e
sem esperança. De que valia?
De que me valia, não poder ver os céus?
Não compreender os preceitos, não ver tua face,
ser guiado por meus pés cançados,
por meu triste coração. De que valia?

Ainda sem forças, buscava lutar comigo, pra contrariar
esses caminhos sinuosos e tão obscuros,
mas mesmo assim, falhei, isso mesmo, fa-lhei!
Vou dizer que em meio a tanta graça vista neste mundo,
não hã tanta graça assim nas pessoas,
elas estão corrompidas, e não sabem como se encontrar.
Decidi que não dou conta, que não tenho forças pra isso,
mas vendo que não podia, encontrei meu lugar,
encontrei quem sabia o que devia ser feito,
com mil forças mais, tão capaz.
Por isso, sentei, firmei meus pés no chão,
apreensivo apertei minhas mãos,
ainda duvidando, mais uma vez, pobre de mim.
Não podia compreender que estava ali tomando a melhor das minhas decisões.
E disse então: Tudo Entrego à Ti, Senhor do Tempo, Senhor da Vida,
Senhor agora meu. Senhor dos senhores.

BRISA, Bárbara

terça-feira, 15 de maio de 2012

Tocá-lo, senti-lo, tê-lo, podemos!

A sensação que tenho a cada dia, é que estamos tão vulneráveis aos segundos próximos que não podemos medir
a tamanha constância ao qual isso pode acontecer.
Estamos cheios de nós mesmos, supervalorizando nossos egos, nossos orgulhos.
Queremos na verdade dizer, ” Que a nossa vontade seja feita!” Mas mal sabemos que temos vãs vontades e vagos desejos. 
E quanto tempo escolheremos errado?
Em quanto tempo superaremos a concepção da nossa vaga capacitade de fazer as coisas? 
Não seria então, mais facil assumirmos nossa limitada concepção do que é necessário para se viver?
Atamos nossas mãos todos os dias,quando adiamos ouvir, sentir e deixar o Espírito adentrar.
E por que é tão difícil? Essa constante luta entre nosso eu e a vontade de Deus?
Ela permanecerá em nosso meio enquanto escolhermos uma posição estática, de conformismo, de acomodação, nas nossas maneiras de querer enfrentar a vida, nas adversidades, nos poréns e porvirs. Como nos enganamos!
Damos passos incertos e falhos, sendo que logo ao lado, logo bem ao lado existe Aquele a quem podemos depositar todos os nossos anseios, dúvidas, inconformações e  incertezas; temos Suas mãos estendidas a nos receber incondicionalmente, requerindo apenas que abramos nossos corações e deixemos o necessário ser feito.
Admiro este Deus, um Deus que é amor, que é justiça, que é verdade, é TUDO! E é perfeito!
Tocá-lo, senti-lo, tê-lo, podemos!
É tudo uma questão de entrega, de devida e potencial entrega, por inteiro, você entende?
Renuncia, do EU, do superficial, para algo de propriedade muito maior e melhor. Toda uma vida eternal, com ELE! 
Precisamos entender isso.

BRISA, Bárbara.

12 de maio de 2012 

Brev(Idade) do Tempo


Caminhando lenta e imperceptivelmente apressada, e então perdendo o ritmo do pulso dos passos, e já observando ligeiramente como que não se desprendendo, vejo tudo e nada vejo e logo se esvai a dimensão de lugar e ideia, sair do espaço concreto.
Ideia da memória, peça qualquer. Observar a ventania, a tamanha correria, parar. Parar, para, par.
Sujeitos ao passo de a um devido lugar chegar, e perdidos na mera trajetória, trocamos a importância de estar lá, pela superfície voluptuosa. Tudo chama, ação,  atenção e tempo. Quanto tempo pra esquecermos o porque de chegarmos? Quanto tempo pra esquecermos pra que chegarmos? Quanto tempo?
Nem ao menos sendo daqui, em terras estrangeiras,  fica claro. Logo, do que precisamos para que nossa mente expanda e compreenda que é breve o tempo de aqui ficar, que é breve e tão simples.
Teste então, testemunhar, mesmo que nos perdidos passos não se vejas caminhando, e fraco e sem esperança, saiba que por suas forças o único lugar que alcançará e perder-se sem ser. 
Caminhar para luz, exige-me, deve me inspirar, deve ser razão, deve ser trabalho árduo.
E então, já sem esperanças e consciente de que sou fraco, lá dos altos céus, ouço uma sublime resposta dizendo que sou forte, pois estás em mim.
Leva-me a crer que Tudo deve fazer parte da Glória dEle, e para a sua adoração, se não for por estes méritos, não estou no caminho que deveria.
E em exatidão e concordância o Universo diz, Tudo diz, que calmamente agora posso voltar a caminhar, pois a certeza que deveria ter, agora tenho! 

BRISA, Bárbara.

07 de maio de 2012 - Enquanto fenômenos acontecem..

Se Meu Povo

video


‎” Com fé se humilhar, e orar. O mEu perdão darei..”

Somos povo, chamados por Deus, e TODOS os dias ele quer apenas deixar de andar ao nosso lado, pra estar DENTRO do nosso pequeno coração.
Sabe a dimensão disso? A dimensão de poder ouvi-lo, de poder senti-lo, de poder conversar e entender das coisas do Pai? Sabe, sentir o perdão de verdade, sentir seu amor de verdade, a paz..a verdadeira paz? 
A gente não sabe, muitas vezes, a gente não sabe, que chances estamos perdendo, que grandiosas chances…!!

“Se meu povo” - esta condição…paremos pra pensar então, que por Ele já nos chamamos, e se com fé, a fé que pode mover montanhas, a fé que é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das que não se vêem; se nos humilharmos e orarmos, orarmos, a tão maravilhosa respiração da alma, Ele nos concederá perdão, nos ouvirá, porque Ele não se esquece dos seus filhos, e não despreza a prece do justo.

BRISA, Bárbara.

Nuvens


Em Antonio e Cleópatra de Shakespeare, há um fragmento que diz que, ás vezes contemplamos uma nuvem que parece dragão; às vezes essa forma toma o vapor de leão ou feroz urso, de cidade com torres, pedra ingente de promontório azul coroado de árvores, que oscila sobre o mundo, e nossa vista deixa atemorizada sem motivo. Sinais como esses já tens visto muitos; são fantasmas das tardes enubladas.
Mas esses não são apenas os sinais das tardes enubladas, são meus sinais da alma, e como nuvens se desfazendo, e a todo instante se reconstruindo, eu me encontro. Não há certezas, e sem mais motivos, nos atemorizamos, mesmo não precisando. Somos inatos, atos.

BRISA, Bárbara.

JESUS, JESUS, JESUS!!


JESUS, JESUS, JESUS!!
Uma uníssona voz bradava,  um povo escolhido, que ergueu sua voz para anunciar aos outros, por quem fomos resgatados e a quem servimos.
O mesmo Senhor que chamou Isaías.
Assim como nós, Isaías se sentia limitado em si, e reconhecia sua natureza de pecados, porém foi capacitado pelo Criador. 
Por isso estarmos aqui, por isso este propósito, onde ELE cresça e nós diminuamos.
Este chamado que diariamente nos é feito, exige que renunciemos o eu, que sigamos os mandamentos, que vivamos com o coração contrito, desperto e mais além.
Nós sabemos disso, compartilhamos de uma esperança verdadeira, então o que nos falta para exercer o IDE?
Quando penso que Cristo nos ama, e este amor é incondicional, e suas misericórdias pairam sobre nossas vidas de um modo tão gracioso e indescritível, e que não importa se fizemos escolhas erradas a um longo tempo atrás, ou que não mereçamos, concluo então que não há razão para ficarmos estáticos, pelo contrário há todas as razões para fazer o que nos foi pedido, por amor e gratidão.
Quando começarmos a praticar essas coisas, nossa visão se ampliará de uma forma tão grandiosa, e essa comunhão transbordará o coração, nascendo um brilho que se revestirá todos os dias, e todos verão.Este testemunho, é uma semente que pode nascer na alma de tantas outras pessoas.
Cristo nos chama, com sua voz de amor, com seus braços amparadores, e o tempo está passando…
Vamos escolher HOJE o servir em espírito e em verdade? Ter um coração puro e contrito? Abrir nossos olhos para sobrenatural?
JESUS, JESUS, JESUS, essa é a razão pelo qual estamos aqui e sempre deve ser. E se você assim como eu compartilha deste sentimento, abracemos de todo o coração este evangelho.

BRISA,Bárbara.

24/02/2012

O mar…


Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar,
o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o
menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar!

Professor é Profissão


” Saber se você é um bom professor…
É uma difícil pergunta, mas se torna mais fácil, 
quando você sente o retorno de tudo.
A grande tarefa está em como e com que qualidade seu melhor é feito.
Há uma dualidade entre o desafio de cada aula e a resposta do trabalho feito.
… O resultado disso é relacionado com bons ou maus alunos? Pode ser,
mas também está intimamente ligado com o trabalho duro e crença no que faz e ensina.

BRISA,Bárbara. 

“E se você acha que a educação é cara então tenha coragem de experimentar a ignorância”. (Derek Bok)

Passos Cegos


Com os olhos bem abertos e as traves a nos cercar.
Com os olhos bem fechados e os pés viciados em andar.
Vai chegando uma hora que , ora, ora, quem seremos,
e quantos passos cegos daremos para perceber,
o que acontece ligeiramente sobre nossos olhos.
O que acontece afirmativamente a entortar nossas versões de nós mesmos.
Recriada, instantanea, imperativa, sendo como for,
nossas maiores e melhores versões de nós mesmos nunca vão representar ao
sumo, quem realmente, tentamos, somos ou deixamos de ser.
Pagamos pelo que fazemos e pelo que deixamos de fazer. Ou seja, até nada é
tudo, e até tudo torna-se nada, na mais próxima perspectiva.

BRISA, Bárbara.

    14/07/2011

A Lua e Eu



E lá estava ela, tão bela, insinuante e a se exibir, ainda era muito cedo, precisamente, hoje, 5:45, todo o céu ainda azul, quase negro. Lá estava ela pra mim! A lua me acordando pela rua, me deixando ao prazer, a vontade de acordar todos os dias nesta mesma hora, só para vê-la ser em mim outra vez!
                                                                          BRISA, Bárbara

de RICARDO CAVALCANTI

Imagine só caros amigos se todo Ser que se intitula seguidor dos princípios e ensinamentos cristãos cumprisse este único e irrevogável mandamento deixado pelo Rei dos Reis: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.“ Gálatas 5:14 O dia seria simples e não haveria desavenças se eu compreendesse que as palavras cruéis atiradas pelo meu irmão foram ocasionadas por um desequilíbrio momentâneo . Todos os habitantes do meu bairro teriam um meio viável de se locomover se eu vendesse o meu carro e os presenteasse com algumas bicicletas. E se eu levasse o morador de rua para minha casa e, lhe desse conforto e alimentação? E se eu, fatigado, com todo o descaso fosse as ruas exigir do Governo melhores condições para a Educação e, para a Saúde Pública? Quem é capaz de sentir indignação a cada ato cometido injustamente a outrem cumpre este preceito cristão, então, nosso companheiro Ernesto de La Serna e seus ideais estão mais próximos do que se imagina do Livro Sagrado, Che seguia o evangelho. O Comunismo defende a distribuição de renda igualitária a todos, Karl Marx pregava a impregnação da justiça social na humanidade, mas o Cristão usa rédeas, com uma visão tacanha não abandona a velha concepção de que o Comunista é um devorador de criancinhas.Devorador de criancinhas é o patrocinador de uma elite que ostenta e acumula as riquezas, enquanto uma família não possui condições de se alimentar. Afirmo sem medo de possíveis retaliações: Deus é o Comunismo! Nitsche não assassinou Deus, Nitsche assassinou a religião, caro amigo leitor, esta é uma Conteporânea fuga dos problemas, a função da religião se assemelha com o objetivo dos ignorantes que encontram no alcoolismo um conforto disfarçado. Metralhemos a religião, extirpemos este câncer social. A evolução do país se dará quando as igrejas se preocuparem mais com os fiéis do que com a construção de grandes templos. E se o figurão Edir Macedo vendesse uma de suas casas avaliada em 600.000 dólares e, dividisse o dinheiro entre os menos favorecidos por nossa política atual? E se a igreja não mantivesse uma postura egoísta e Capitalista? E se…vivêssemos de maneira consciente e sustentável?

Pulso


Um passo, um pulso,
Apenas surto.
Um passo, um pulso,
Apenas escurto.

BRISA,Bárbara

Nada Ser

Tenho medo de ser nada e por fim, chegar a nada ser.
Mas que medo, medo que arranca anseio,
me intriga e inspira que por medo de nada ser,
venha eu ser um pouco mais que ser nada!

BRISA,Bárbara

O caminho do tempo perdido


Caminhamos pelo tempo, perdidos,
Procurando todos os retalhos esvoaçados.
Na verdade nem sabemos quanto ao certo temos, ou quanto durará.
Todas as tragédias vão se formando, destruindo o conformismo.
Estamos caminhando para onde?
Nossos passos tão frágeis e inseguros, muitas vezes nos levam sozinho para o mar de escuridão.
E então o que medirá este tempo, o que faremos dele? Como seremos esquecidos? Com glória?
É que quando estamos em guerra, as alavancas se fecham, e aí estamos prontos, em guarda e esperando tudo desabar , em um só minuto, entretanto, buscando na escuridão paz, a poeira se desfaz e a luz nasce no peito, como viva esperança.
                                 
BRISA, Bárbara






Moinho da Mente


Todas as sensações se emitem e emanam do mesmo ventre
Quando o corpo transpira, quando o coração palpita
Quando a voz ofega e a vaga verdade, vira fato.

Todas as sensações me enganam a dizer que é tudo pela frente
e muito antigo, e muito mais moderno do que a superfície.

Todas as minhas conveniências se passaram e gritaram por suas obrigações
em ser, em ver e não calar-se.

BRISA,Bárbara


Por do Sol

Alguns minutos atrás , estava debruçada sobre minha janela, curta e limitada, observando tamanha beleza.
Hoje, já, sexta-feira, praticamente indo, e concomitantemente, ele vindo, e mais tarde se despindo e mutando.
Eu já não estou nas veias da flamejante Brasília, agora eu só estou aqui, admirando e me convencendo de quão belo é este por do sol, e quanta paz ele traz, pra quem pode nele acreditar.
 BRISA,Bárbara

Fire

Não se sabe a chama que ascende todos os dias, e arduamente queima e consome,
lenha por lenha, fogo a fogo. Com o tempo toda a combustão evacua aos ardores ,
ao apreço, e se torna pó, grão, como queira entender , seja como for, a imensidão
é ilustre, e como sopro, me apega, envolve e assemelha toda essência não mais serena.

BRISA, Bárbara

Discordando do Tempo


Algumas pessoas procuram sinais
Outras desistem deles
E o tempo a revolto, desfavorável e imcopassivo,
remete sem dizer em quais, a quantos ele vai surpreender.
Tudo torna-se esquecido, remoto e inalcansável.
Tudo é seco, frágil e frio.
Algumas pessoas procuram sinais,
Outras desistem dele.
Eu? Eu quero os fatos, eu quero convicção eu quero entendimento.


BRISA,Bárbara